segunda-feira, 6 de abril de 2009

Redutores de Preconceitos



Em 2000, acompanhei durante quase um mês as saídas dos Redutores de Danos de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Entre os redutores, havia usuários e ex-usuários de drogas injetáveis. Parte destas pessoas retratadas no vídeo já morreram. O trabalho dos redutores continua, mas mudou bastante com a entrada do crack e com divergências no comando da equipe. Iniciava com um contato para troca de seringas usadas por novas, para evitar o compartilhamento e a propagação de doenças como hepatite e Aids. Mas era mais do que isso - ajudava as pessoas a se organizarem, enfrentarem medos, preconceitos, dores, e as estimulava ao auto-cuidado e a se tratarem.

O que mais me impressionou neste trabalho, na época, não era o uso de drogas. Mas como estas pessoas tinham vida, apesar de parecerem buscar sempre a morte. E como uma palavra amiga, uma mão estendida, um ouvido atento fazia diferença para diminuir os danos causados pela droga, pelo preconceito, pelo abandono, pela falta de oportunidades. Eu já havia postado a fala de Tonico sobre cidadania, que encerra o vídeo. Coloco agora o vídeo inteiro, para quem quiser entender o contexto daquele discurso e o que era realmente o projeto.

A quem interessar: a Associação Brasileira de Redutores de Danos (Aborda) pode dar mais informações sobre os Programas de Redução de Danos hoje no Brasil. Veja no site http://www.abordabrasil.org/