terça-feira, 4 de setembro de 2018

Leitura Crítica da Mídia: a importância da memória e dos museus

O Museu Nacional UFRJ incendiou no dia 2 de setembro de 2018.

Por que este e outros museus são tão importantes?

A Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional disponibilizou em janeiro de 2015 um vídeo para apoio didático na área de história natural a educadores e educandos  A visita mediada resumia e guiava o espectador pelas salas históricas e peculiaridades das exposições científicas. Neste vídeo, os espaços expositivos da então mais tradicional instituição brasileira de pesquisa e ensino em história natural foram apresentados por dois jovens mediadores: Jade Almeida e Henrique Sobral.

Argumento e texto: Fernando Moraes
Direção: Fernando Moraes e Mauricio Salles

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Violência contra mulheres em DADOS


A plataforma digital Violência contra as Mulheres em Dados reúne pesquisas e dados recentes relacionados às violências contra as mulheres no Brasil, com base no monitoramento e curadoria realizados pelo Instituto Patrícia Galvão – com foco na violência doméstica, sexual e online, no feminicídio e na intersecção com o racismo e a LGBTTfobia.

Na plataforma estão reunidos os destaques de cada estudo e sínteses produzidas pela equipe do Instituto a partir da consulta a documentos de referência e entrevistas com especialistas, que ajudam a contextualizar os dados apresentados.

Com apoio do Instituto Avon, a plataforma tem o objetivo de estimular e subsidiar a divulgação de informações e o debate sobre questões críticas em relação à violência contra as mulheres no Brasil – seja por jornalistas, comunicadores, ativistas, gestores, profissionais que trabalham com o tema, estudantes e interessados em geral. A ideia é que os materiais da plataforma possam ser usados e compartilhados no debate público para promover uma ampla reflexão não apenas sobre os índices de violência de gênero, mas como transformá-los, e alertar que por trás das estatísticas alarmantes há vidas e trajetórias violadas pela naturalização e perpetuação da violência.

Dados confiáveis e fontes diversas e qualificadas são essenciais para dimensionar o problema, contextualizar o debate e pautar as transformações culturais e políticas públicas necessárias para reverter o grave quadro da violência de gênero.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Comunicação e o Golpe de 2016




No dia 17 de julho de 2018, Porto Alegre sediou um debate sobre "Comunicação e o golpe de 2016" durante a Feira Brasileira de Opinião - Contragolpe realizada no Memorial Luiz Carlos Prestes.



A mediação foi da jornalista Katia Marko. Participaram do debate: Ayrton Centeno, do jornal Brasil de Fato RS, Alexandre Haubrich, do Jornalismo B, Marco Aurélio Weissheimer, do Sul 21, e Angélica Coronel, servidora da Fundação Piratini (TVE e FM Cultura).




O debate foi gravado com a Rádio Maleta (Rádio Móvel) criada pelo Polo Marista de Formação Tecnológica.










Clique AQUI e ouça o debate na íntegra 










Saiba mais sobre a Feira Brasileira de Opinião clicando AQUI




quinta-feira, 5 de julho de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Dedo na Ferida da economia





Ficha técnica:

Direção e Roteiro: Silvio Tendler
Produção: Maycon Almeida
Fotografia: Lúcio Kodato, ABC
Montador: Fransciso Slade
Distribuidora: Caliban Produções




“Dedo na ferida” discute o controle dos governos pelo capital financeiro. O documentário busca compreender a cadeia de relações políticas que põe o Estado cativo do interesse privado. Investiga o porquê do “zelo” das contas públicas nacionais pelas grandes corporações transnacionais e questiona se esse cuidado não seria uma escolta para que o capital privado drene recursos públicos. “Dedo na ferida” questiona o discurso das autoridades econômicas de que não se pode gastar mais do que se arrecada. E sugere, para romper tal ciclo de submissão, o fortalecimento da democracia como resistência à ideologia da economia privada.

“O Estado está quebrado, não tem como honrar seus compromissos!”. Ministros da economia, consternados, anunciam: “temos que apertar os cintos e cortar o gasto, mas o futuro – se fizermos direito – nos aliviará”. Grécia, Espanha, Argentina, Brasil, populações inteiras têm de encarar fome, desemprego, violência. Alguns, no entanto, não parecem desanimados. Grandes corporações, em especial bancos, fundos de investimento, seguradoras, nunca estiveram tão bem. A cada ano ficam mais robustos, ousados e ricos.

A rede da prosperidade, composta por reduzidíssimo número de empresas, vai expandindo seu domínio e não dá aos demais alternativa, salvo a mais austera – cortar, conter, poupar. A terra é cercada, a praça é fechada, está tudo dominado. Sitiado, o Estado fará todos os esforços para garantir a confiança do credor. Instituído como garantia dos valores comunitários ante os apetites individuais, o Estado hoje se desintegra.



Saiba mais sobre Silvio Tendler e a Caliban Produções Cinematográficas clicando AQUI



Silvio Tendler, por Gabriela Nehring



“O meu cinema é uma tentativa de participar das lutas políticas por transformação.”
SILVIO TENDLER



segunda-feira, 25 de junho de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Preconceito, violência, misoginia: tá tudo nas músicas!



Dessa arma não saem balas que matam, mas palavras que conscientizam

Desde o cantor Sidney Magal cantando “Se te agarro com outro te mato, te mando algumas flores e depois escapo” a Elza Soares com seu vozeirão explicando que vai pegar o celular, ligar para o 180, e que o agressor vai se arrepender de levantar a mão pra ela, muito tempo se passou. Entre estas duas músicas – “Se te agarro com outro te mato” e “Maria da Vila Matilde” – gerações de mulheres sofreram e sofrem com a violência. Para estudantes que são craques em videogames, frequentam o Facebook, o Youtube, e a Internet em geral, fica fácil identificar as letras de músicas que transmitem preconceitos, misoginia, estímulo à violência contra mulheres, negros e negras, pobres, trans, gays, lésbicas, diferentes em geral – desde que se proponham a PARAR, ESCUTAR, PENSAR, REFLETIR.

Pois música é assunto para discutir em sala de aula, sim! Música também é um canal para estimular a reflexão e questionamentos. Nas oficinas de leitura crítica da mídia que realizei entre maio e junho de 2018 com estudantes do Trabalho Educativo do Polo Marista de Formação Tecnológica, localizado no bairro Mario Quintana, em Porto Alegre (RS), alunos e alunas ouviram músicas do passado e do presente, analisaram letras, descobriram o significado mais doloroso de palavras como feminicídio e racismo, conheceram figuras como Dandara, escutaram Karol Conka, Criolo, Chico Buarque, Bia Ferreira, MC Soffia, Kell Smith, Elza Soares. Constataram que Já teve um tempo em que, nas marchinhas de carnaval e no som de cantores como Luís Caldas, as negras eram agredidas porque tinham cabelo duro, mas hoje se orgulham e saem às ruas bradando seus crespos. E se foi graças a uma ação de mulheres via redes sociais que MC Diguinho teve que pedir desculpas por apologia ao estupro em “Só surubinha de leve”, ainda persistem outras músicas com o mesmo teor.


Na Oficina de Alfabetização Midiática e Informacional – nome formal para o trabalho de conscientização em sala de aula utilizando as mídias como base -, se aprende que é preciso deixar de ser ingênuo e repetir (ou compartilhar) sem pestanejar tudo o que nos é imposto através da televisão, do rádio, do jornal, das revistas, da Internet. Quem repete tudo sem pensar é marionete. Na vida real, as consequências podem ser fatais. Isso inclui músicas que estimulam o uso de drogas lícitas, como o álcool, por exemplo: “Te amando mais que pinga” (Antony e Gabriel, Munhoz e Mariano), ou “Não paro de beber” (Gusttavo Lima). Temas que ganham força especialmente quando associados a festivais, rodeios, festas patrocinadas por....grandes empresas de bebidas alcóolicas, como cervejas, não por acaso! E isto também é motivo de reflexão.


As salas de aula podem e devem ser lugares para se fazer um contraponto e aprofundar essa enxurrada de informações que vêm inclusive através das músicas.



Na busca por letras que cantam e encantam jovens de agora, podem estar as do jovem Chico Buarque de Holanda que compôs “Cálice”, e a do adulto Chico Buarque de Holanda que colocou sua voz e história para incrementar o poder das músicas “O Trono do Estudar” (sobre as ocupações escolares por estudantes em 2016) e “Manifestação” (sobre a Declaração de Direitos Humanos, homenagem da Anistia Internacional). A partir da poesia musicada de Bia Barbosa, pode-se aprender por que “Cota não é esmola”, quem foi Dandara, e até buscar conhecer escritoras jovens como Jarid Arraes – uma palavra leva a outra palavra, que leva a conhecimentos. E O Rappa ensina que “Paz sem voz, não é paz, é medo”. Onde se tem paz sem voz no Brasil? Como se bate a poeira para celebrar as diferenças, como canta Karol Conka? Qual é o meu lugar de fala, como entoa Elza Soares?

Pois a turma do Trabalho Educativo parou, refletiu e produziu sua própria música. E ilustrou cada trecho quadro a quadro (com massinha de modelar), para uma animação em vídeo, e em desenho. O desafio era reproduzir, em pouco tempo, em uma letra de música, situações de conflito. E, mais importante: que não terminassem em violência ou morte. Nota 10 com louvor! O resultado está nas fotos e na letra a seguir.




Dessa arma não saem balas, mas palavras!



A seguir, a música criada por estudantes do Trabalho Educativo:




Nascido e criado nas ruas da Rocinha

Bernardo tinha muita rebeldia,

Gostava do seu primo, porém não se assumia,

Igual a sua mãe desconfiava todo dia,

Certo dia, Bernardo chegou e pediu para conversar

Pera aí, mãe, senta aqui que agora vou explicar,

É um negócio meio complicado,

Mas eu vou ter que falar,

Eu sou gay e tu vai ter que aceitar

Tudo bem, meu filho, eu vou aceitar, não fique preocupado, mamãe vai ajudar...


a turma produzindo a música com instrumentos de percussão improvisados

*Temos que falar

Não podemos nos calar

Nossa alma não tem cor

Mas sim, tem valor

Diversidade,

Direito,

Respeito,

Igualdade*(2x)









Nascidas e criadas,

Nas periferias,

Maras, Daras, Claras

Guardavam suas angústias,

E eram sempre as que sofriam,

Num certo momento, se juntaram e foram à delegacia

Relataram que apanhavam todo dia

E lá deram basta à covardia







*Temos que falar

Não podemos nos calar,

Nossa alma não tem cor,

Mas sim, tem valor,

Diversidade,

Direito,

Respeito,

Igualdade *(2x)







Esse ano é de Copa e eleição,

O que fazer para conscientizar,

A nova geração?



(BONUS)

Falam que a geração atual é Coca-Cola, estão privatizando tudo, até a cultura e a escola

Mas nosso aprendizado é política, é conhecimento

Tá nos nossos direitos!

Se a educação tá precária, vamos lutar para melhorar











quarta-feira, 16 de maio de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Agrotóxicos no Brasil



O Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, elaborado pela profa. Larissa Mies Bombardi, da Faculdade de Geografia da USP, traz um levantamento minucioso sobre o consumo de agrotóxicos no Brasil e faz um paralelo com o que acontece na União Europeia. 


Para acessar o conteúdo do Atlas clique AQUI








segunda-feira, 7 de maio de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Textos sobre o incêndio do prédio no Largo do Paissandu (SP)

São Paulo 01/05/2018 Foto Paulo Pinto/FotosPublicas


Sugestão de textos sobre o incêndio no edifício Wilton Paes de Almeida localizado no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, no dia 1º de maio de 2018


Matemática - Luis Fernando Verissimo


O presidente Abraham Lincoln escolheu o general Ulysses S. Grant para liderar as forças do Norte na Guerra Civil americana porque Grant, segundo Lincoln, não tinha medo da matemática.
Além de ser um reconhecido estrategista, Grant não hesitava em ordenar ataques frontais ao inimigo sabendo que a contagem de baixas seria horrorosa. A tétrica aritmética da Guerra Civil americana só seria superada pela da Grande Guerra de 1914, quando milhares de vidas podiam ser sacrificadas num só dia por nada – como na batalha do Somme, em que 50 mil soldados ingleses morreram avançando contra fogo alemão sem que um metro de terreno fosse conquistado. Na verdade, mais de três milhões de seres humanos foram sacrificados nos três anos da Primeira Guerra Mundial sem que a frente de batalha se movesse, para um lado ou para o outro, mais de algumas milhas. Nos dois lados havia generais dispostos a enfrentar a aritmética. Durante três anos, generais, governantes, políticos, intelectuais, imprensa e povo dos dois lados conviveram, patrioticamente, com a aritmética. Justificando-a ou – o mais cômodo, pelo menos para quem não estava numa trincheira – ignorando-a.

A Guerra de 14 foi um exemplo extremo de estupidez militar e civil e até hoje historiadores discutem as causas reais de tamanha insensatez coletiva. Mas ela teve seus justificadores. Era a Europa liberal resistindo ao militarismo alemão. A Guerra Civil americana também tinha tido, pelo menos na superfície, a justificativa nobre da abolição da escravatura. A aritmética do terror aéreo que a Alemanha lançou na outra grande guerra, a Segundona, depois de ensaiá-lo na Espanha, teve por trás o sonho pan-germânico de Hitler, que só virou coisa de louco porque ele perdeu. A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos bombardeios gratuitos de Dresden e de Hiroshima e Nagasaki se justificava como castigo para quem tinha começado a guerra. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista. A aritmética do terrorista suicida palestino se justifica por uma causa, a aritmética da represália israelense se justifica por outra. E há tantas maneiras de ignorar a aritmética como há de defendê-la, ou exaltá-la como uma virtude militar, como Lincoln fez com Grant.

No Brasil convivemos com a desigualdade e com um exército de excluídos que não são menos vítimas de um descaso histórico por serem um genocídio distraído, com o qual nos acostumamos. Mas a matemática do descaso histórico nos bate na cara todos os dias.

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Como o país do auxílio-moradia tem moral para expulsar pobres de ocupações?


Leonardo Sakamoto 





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A política habitacional da prefeitura e do governo do Estado, hoje, produz ocupações


Raquel Rolnik


Leia em https://raquelrolnik.wordpress.com/2018/05/07/a-politica-habitacional-da-prefeitura-e-do-governo-do-estado-hoje-produz-ocupacoes/


Casas sem gente, gente sem casa: entendendo o problema, pensando soluções


Raquel Rolnik




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A jornada de uma boliviana, do trabalho escravo à ocupação em São Paulo


Leandro Machado
Da BBC Brasil em São Paulo



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OBSERVATÓRIO DE REMOÇÕES
Mais famílias sem teto a cada remoção: conheça o novo mapa das remoções e ameaças 2017/2018