quarta-feira, 16 de maio de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Agrotóxicos no Brasil



O Atlas Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia, elaborado pela profa. Larissa Mies Bombardi, da Faculdade de Geografia da USP, traz um levantamento minucioso sobre o consumo de agrotóxicos no Brasil e faz um paralelo com o que acontece na União Europeia. 


Para acessar o conteúdo do Atlas clique AQUI








segunda-feira, 7 de maio de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Textos sobre o incêndio do prédio no Largo do Paissandu (SP)

São Paulo 01/05/2018 Foto Paulo Pinto/FotosPublicas


Sugestão de textos sobre o incêndio no edifício Wilton Paes de Almeida localizado no Largo do Paissandu, centro de São Paulo, no dia 1º de maio de 2018


Matemática - Luis Fernando Verissimo


O presidente Abraham Lincoln escolheu o general Ulysses S. Grant para liderar as forças do Norte na Guerra Civil americana porque Grant, segundo Lincoln, não tinha medo da matemática.
Além de ser um reconhecido estrategista, Grant não hesitava em ordenar ataques frontais ao inimigo sabendo que a contagem de baixas seria horrorosa. A tétrica aritmética da Guerra Civil americana só seria superada pela da Grande Guerra de 1914, quando milhares de vidas podiam ser sacrificadas num só dia por nada – como na batalha do Somme, em que 50 mil soldados ingleses morreram avançando contra fogo alemão sem que um metro de terreno fosse conquistado. Na verdade, mais de três milhões de seres humanos foram sacrificados nos três anos da Primeira Guerra Mundial sem que a frente de batalha se movesse, para um lado ou para o outro, mais de algumas milhas. Nos dois lados havia generais dispostos a enfrentar a aritmética. Durante três anos, generais, governantes, políticos, intelectuais, imprensa e povo dos dois lados conviveram, patrioticamente, com a aritmética. Justificando-a ou – o mais cômodo, pelo menos para quem não estava numa trincheira – ignorando-a.

A Guerra de 14 foi um exemplo extremo de estupidez militar e civil e até hoje historiadores discutem as causas reais de tamanha insensatez coletiva. Mas ela teve seus justificadores. Era a Europa liberal resistindo ao militarismo alemão. A Guerra Civil americana também tinha tido, pelo menos na superfície, a justificativa nobre da abolição da escravatura. A aritmética do terror aéreo que a Alemanha lançou na outra grande guerra, a Segundona, depois de ensaiá-lo na Espanha, teve por trás o sonho pan-germânico de Hitler, que só virou coisa de louco porque ele perdeu. A aritmética dos campos de extermínio nazistas era justificada pela purificação da raça ariana. A aritmética dos bombardeios gratuitos de Dresden e de Hiroshima e Nagasaki se justificava como castigo para quem tinha começado a guerra. A aritmética dos gulags e dos expurgos stalinistas se justificava pelo ideal comunista. A aritmética do terrorista suicida palestino se justifica por uma causa, a aritmética da represália israelense se justifica por outra. E há tantas maneiras de ignorar a aritmética como há de defendê-la, ou exaltá-la como uma virtude militar, como Lincoln fez com Grant.

No Brasil convivemos com a desigualdade e com um exército de excluídos que não são menos vítimas de um descaso histórico por serem um genocídio distraído, com o qual nos acostumamos. Mas a matemática do descaso histórico nos bate na cara todos os dias.

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Como o país do auxílio-moradia tem moral para expulsar pobres de ocupações?


Leonardo Sakamoto 





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A política habitacional da prefeitura e do governo do Estado, hoje, produz ocupações


Raquel Rolnik


Leia em https://raquelrolnik.wordpress.com/2018/05/07/a-politica-habitacional-da-prefeitura-e-do-governo-do-estado-hoje-produz-ocupacoes/


Casas sem gente, gente sem casa: entendendo o problema, pensando soluções


Raquel Rolnik




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A jornada de uma boliviana, do trabalho escravo à ocupação em São Paulo


Leandro Machado
Da BBC Brasil em São Paulo



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OBSERVATÓRIO DE REMOÇÕES
Mais famílias sem teto a cada remoção: conheça o novo mapa das remoções e ameaças 2017/2018


Leitura Crítica da Mídias: Sugestão de Textos

Textos que ajudam a entender como se dá a manipulação de ideias através dos meios de comunicação:


Prefeito FM

Controle de emissoras de rádio favorece políticos, indica pesquisa


Fonte: Intervozes/Carta Capital

"(...) com raras exceções, a maior parte dos 94 prefeitos radiodifusores eleitos em 2016 atua em cidades pequenas, nas quais a única fonte de informação local disponível é justamente a rádio da qual são donos. Uma vez controlada essa fonte de informação – um virtual monopólio sobre a circulação de notícias políticas naquela localidade –, o prefeito radiodifusor pode definir a seu bel prazer quais temas serão abordados na programação da sua rádio, quais fatos políticos serão ignorados e, principalmente, pode atuar para calar a oposição, ao negar-lhe acesso à mídia local. Isso sem contar que, depois de eleito, irá dispor, nos quatro anos seguintes, de uma poderosa ferramenta de propaganda política, que lhe ajudará a garantir uma possível reeleição ou a pavimentação do sucesso eleitoral de um sucessor do seu mesmo grupo político.

Leia o texto completo AQUI:  https://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/controle-de-emissoras-de-radio-favorece-politicos-indica-pesquisa



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O algoritmo é mais embaixo

Fonte: UOL




Leia o texto completo AQUI: https://tab.uol.com.br/crise-facebook/#tematico-1



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Leitura Crítica da Mídia: como identificar fotos e notícias falsas nas redes sociais?

A DW Brasil tem publicado vídeos que ajudam a identificar fotos e notícias falsas e manipulação de dados. Confira nestes links:


Como não cair em fake news:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=10155660951293520&id=338998993519&_rdr


Como é selecionado o conteúdo que aparece no seu feed de notícias?
https://www.facebook.com/dw.brasil/videos/10155666613513520/








E aqui Gregório Duvivier explica como funcionam os sites de Checagem de Fatos:












terça-feira, 10 de abril de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Direito à Comunicação e Internet





Alguns dados interessantes trazidos pelo relatório:

- Atualmente, cerca de 54% dos lares no mundo tem acesso à Internet, com taxas desiguais nos recortes geográfico (índices maiores no Norte Global e menores no Sul, especialmente África) e de renda. Para os conectados, a entrada tem se dado apenas pelo e para o consumo.

- No mercado digital, os dados pessoais se tornaram o novo petróleo da economia, representando, segundo o jornal El País, uma média 8 centavos de dólar por pessoa. Este é o valor que empresas interessadas nas informações de internautas pagam para montar bancos de dados a partir da coleta massiva e indiscriminada de informações na rede. Essas informações são posteriormente usadas para mapear e visar perfis específicos com hábitos de compras, preferências pessoais e até orientações políticas.


- Na Europa, o Facebook, uma das redes sociais que está entre as maiores empresas que coletam dados pessoais dos usuários, foi multado pela Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) em 1,2 milhão de euros por violar as regras de privacidade do país. A Agência constatou que a empresa recolhe, armazena e utiliza dados dos seus usuários, incluindo os que são protegidos para fins publicitários, sem autorização nenhuma das pessoas.


- No Brasil, um exemplo da disseminação desta prática vem de uma grande rede nacional de supermercados, que criou um aplicativo - chamado “Pão de Açúcar Mais”, que já foi baixado por mais de 500 mil pessoas - para oferecer descontos em diversos produtos. Mas aí vem a pergunta: o que a empresa ganha com isso? A resposta é: os dados pessoais dos usuários do aplicativo. Apesar do negócio do Pão de Açúcar não ser tecnologia, a partir do momento em que a empresa tem acesso aos dados de seus clientes, fornecidos como condição para o uso do aplicativo, pode fazer os mais diferentes usos deste banco de informações. O mesmo vale para a TV Globo, que tem coletado dados massivamente de seus telespectadores por meio de uma campanha de envio de vídeos para a emissora e do novo cadastro exigido para quem quiser participar das votações do Big Brother Brasil.

"Práticas como essas são abusivas e tornam o cidadão refém das grandes companhias da Internet, limitando sua presença na rede ao consumo, impedindo seu empoderamento digital e o uso autônomo da rede e, consequentemente, violando seu exercício do direito à comunicação no mundo conectado".


Acesse o documento completo clicando AQUI: 



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Leitura Crítica da Mídia: Desafios à Liberdade de Expressão no Século 21

A revista “Desafios à liberdade de expressão no século 21”, lançada em fevereiro de 2018 para celebrar uma década do escritório da ARTIGO 19 em solo brasileiro, reúne  artigos com reflexões acerca de temas como o papel dos algoritmos na distribuição de informações na internet, a articulação em rede de grupos sociais historicamente marginalizados e o fenômeno da desinformação que vem sendo impulsionado pela disseminação de “notícias falsas”, também conhecidas como “fake news”.

“Escritos por especialistas em suas respectivas áreas, os artigos expõem os principais desafios e potencialidades que as novas tecnologias da informação têm colocado para a sociedade, além de tocar em questões não tão novas porém ainda relevantes, como a radiodifusão e o direito autoral. Estamos oferecendo ao público um material de qualidade para o debate em torno do nosso tema de trabalho: a liberdade de expressão e informação”, afirmou Paula Martins, diretora-executiva da ARTIGO 19. 

Ilustração integrante da revista "Desafios à liberdade de expressão no século 21”

Acesse  a revista clicando no link:

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Quem controla a mídia no Brasil?



O Media Ownership Monitor responde a seguinte pergunta: Quem controla a mídia em seu país?

A pluralidade da mídia é um elemento chave da democracia porque uma imprensa livre, independente e diversa reflete a variedade de opiniões existentes em uma sociedade. A concentração no mercado de mídia impede a pluralidade e dá aos proprietários dos meios de comunicação uma influência desproporcional na formação da opinião pública.

Um dos maiores obstáculos na luta contra a concentração da propriedade da mídia é a falta de transparência sobre quem são seus donos. Ao chamar atenção para isso e criar uma base de dados com informações a respeito das empresas e de seus proprietários, o MOM pretende dar maior transparência à questão. É este o objetivo do projeto: ampliar a transparência. E, assim, tornar possível a cobrança dos atores políticos e econômicos para que respondam a pergunta: Quem controla a mídia?

O MOM é um projeto global. Com uma metodologia padrão, desenvolveu uma ferramenta de mapeamento que gera um banco de dados disponível publicamente, com detalhes sobre os proprietários dos maiores veículos e grupos de mídia, além de suas relações políticas e interesses econômicos. A informação é publicada em um site, em inglês e na língua local, e constantemente atualizada. O projeto também fornece uma contextualização de cada país, assim como uma análise de seu mercado de mídia e o marco regulatório do setor.

O MOM foi criado e implementado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), uma organização internacional de direitos humanos cujo objetivo é defender direitos humanos, em particular a liberdade da imprensa e o direito de informar e ser informado em qualquer lugar do mundo. No Brasil, foi realizado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A pesquisa foi feita, até agora, na Colômbia, Cambodja, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Peru, Filipinas, Mongólia, Sérvia e Ghana. Este ano, além do Brasil, o MOM investiga o mercado de mídia na Albânia e no Marrocos. A iniciativa é financiada pelo Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).

O Brasil está em 103º lugar em uma lista de 180 países no Índice Global de Liberdade de Imprensa 2017, uma pesquisa realizada pela Repórteres Sem Fronteiras.

Para defender a transparência na propriedade da mídia, o MOM fornece dados, contexto e análises sobre quem são os proprietários da mídia.