quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Quem controla a mídia no Brasil?



O Media Ownership Monitor responde a seguinte pergunta: Quem controla a mídia em seu país?

A pluralidade da mídia é um elemento chave da democracia porque uma imprensa livre, independente e diversa reflete a variedade de opiniões existentes em uma sociedade. A concentração no mercado de mídia impede a pluralidade e dá aos proprietários dos meios de comunicação uma influência desproporcional na formação da opinião pública.

Um dos maiores obstáculos na luta contra a concentração da propriedade da mídia é a falta de transparência sobre quem são seus donos. Ao chamar atenção para isso e criar uma base de dados com informações a respeito das empresas e de seus proprietários, o MOM pretende dar maior transparência à questão. É este o objetivo do projeto: ampliar a transparência. E, assim, tornar possível a cobrança dos atores políticos e econômicos para que respondam a pergunta: Quem controla a mídia?

O MOM é um projeto global. Com uma metodologia padrão, desenvolveu uma ferramenta de mapeamento que gera um banco de dados disponível publicamente, com detalhes sobre os proprietários dos maiores veículos e grupos de mídia, além de suas relações políticas e interesses econômicos. A informação é publicada em um site, em inglês e na língua local, e constantemente atualizada. O projeto também fornece uma contextualização de cada país, assim como uma análise de seu mercado de mídia e o marco regulatório do setor.

O MOM foi criado e implementado pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF), uma organização internacional de direitos humanos cujo objetivo é defender direitos humanos, em particular a liberdade da imprensa e o direito de informar e ser informado em qualquer lugar do mundo. No Brasil, foi realizado pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A pesquisa foi feita, até agora, na Colômbia, Cambodja, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Peru, Filipinas, Mongólia, Sérvia e Ghana. Este ano, além do Brasil, o MOM investiga o mercado de mídia na Albânia e no Marrocos. A iniciativa é financiada pelo Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ).

O Brasil está em 103º lugar em uma lista de 180 países no Índice Global de Liberdade de Imprensa 2017, uma pesquisa realizada pela Repórteres Sem Fronteiras.

Para defender a transparência na propriedade da mídia, o MOM fornece dados, contexto e análises sobre quem são os proprietários da mídia. 



sábado, 16 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: comunicação e periferia

NOTÍCIA TEM CEP, RAÇA, GÊNERO, CLASSE SOCIAL??


A Rede de Jornalistas da Periferia organizou em São Paulo no dia 16 de setembro a Virada Comunicação 2017, um evento para debater e propor novas abordagens para o jornalismo a partir do ponto de vista dos comunicadores e dos moradores das regiões mais distantes dos centros das grandes cidades brasileiras.

“A Virada Comunicação parte de um questionamento: notícia tem CEP, raça, gênero, classe social?”, disse Ronaldo Matos, membro da Rede, ao Centro Knight. Matos é parte do coletivo Desenrola e Não me Enrola, um dos 13 grupos da Rede de Jornalistas da Periferia, formada por comunicadores de regiões frequentemente negligenciadas pelo poder público e pela cobertura da grande imprensa.

(Fonte: https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/00-18804-rede-brasileira-de-comunicadores-realiza-evento-para-debater-jornalismo-desde-periferi)

Confira os sites de alguns integrantes da Rede de Jornalistas da Periferia:

Alma Preta: http://www.almapreta.com/
Capão News: https://www.facebook.com/CapaoNewss/
Casa no Meio do Mundo: https://www.facebook.com/casanomeiodomundo/
Desenrola e não me enrola: http://desenrolaenaomenrola.com.br/
DiCampana Foto Coletivo: https://www.facebook.com/dicampanafotocoletivo/
DoLadoDeCá: http://doladodeca.com.br/
Historiorama: https://www.facebook.com/ahistoriorama/
Imargem: http://imargem.art.br/
Mural - Agência de Jornalismo das Periferias: https://agenciamural.com.br/
Periferia em Movimento: http://periferiaemmovimento.com.br/
Periferia Invisível: http://www.periferiainvisivel.com.br/
TV Grajaú: https://www.facebook.com/TV-Graja%C3%BA-675004972538571/
Nós, Mulheres da Periferia: http://nosmulheresdaperiferia.com.br/




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Quem são os donos da mídia?




O Programa The Listening Post da rede de tv Al Jazeera abordou o monopólio da mídia brasileira e as consequências desse acumulo de poder econômico e midiático para a política e a sociedade brasileira.

O programa mostra os dois anos de uma turbulência política que revelou uma profunda corrupção no país que de forma oportunista conta com o poder da mídia brasileira.

Midia Ninja, em pareceria com o Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, colaborou com The Listening Post, o programa de Al Jazeera em inglês, para criar uma versão legendada em português do seu episódio especial sobre a mídia brasileira.

A versão original em inglês está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=PAVBB8DM8ME


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Eu+1

"Precisamos reaprender a contar a nossa história. 


Quem vai zelar por nossas histórias?"


Neste vídeo, as várias histórias da Clínica de Cuidado, que fez um trabalho precioso de recuperação de histórias dos ribeirinhos do Xingu atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte.


Assistir ao vídeo é um exercício de escuta e de pensar.





Leitura Crítica da Mídia: onde se informar?

Tenho ouvido várias pessoas dizerem que não aguentam mais ouvir notícias ruins, e que estão deixando de ler jornais e revistas ou assistir à televisão. E, ao mesmo tempo, outras me perguntam onde e como se informar pelas redes sociais.

Seguem algumas dicas de sites e colunistas que têm permitido pensar mais a fundo sobre o que está acontecendo. E é possível acessá-los via rede social!  Ao curtir a página no Facebook, e seguir o site, são enviadas diariamente as atualizações via Facebook.

Lembrando: Facebook pode ser um espaço muito importante de informação, conteúdo, trocas de experiências e contatos para a vida real.


Seguem algumas sugestões:

Agência Pública: http://apublica.org/

Ponte Jornalismohttps://ponte.org/

De Olho nos Ruralistas - Observatório do Agronegócio no Brasilhttps://deolhonosruralistas.com.br/

Observatório de Favelas: http://www.observatoriodefavelas.org.br/

The Intercept Brasil: https://theintercept.com/brasil/

El País Brasilhttps://brasil.elpais.com/

Sul 21https://www.sul21.com.br/

Diário do Centro do Mundohttp://www.diariodocentrodomundo.com.br/

GGN Luís Nassif Onlinehttp://jornalggn.com.br/luisnassif

Repórter Brasilhttp://reporterbrasil.org.br/

Eliane Brum - Desacontecimentos: http://desacontecimentos.com/


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Leitura Crítica da Mídia: de negros e negras para tod@s

Como se sente quem sofre racismo e preconceito? 


Primeiro, veio o seriado Cara Gente Branca (Dear White People), da Netflix, cuja primeira temporada está disponível aqui: https://www.netflix.com/br/title/80095698



Sinopse: alun@s negr@s de uma conceituada universidade norte-americana enfrentam desrespeito e a política evasiva da escola, que está longe de ser "pós-racial".

Estrelando: Logan Browning, Brandon P. Bell, DeRon Horton
Criação: Justin Simien


Pegando carona na ideia do seriado, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) criou uma página no Facebook chamada Cara UFRGS Branca, que pode ser acessada aqui: https://www.facebook.com/caraufrgsbranca/?hc_ref=ARSrUCXR386rqsu3rjps33V30rHJf_1EDqA28fjf3oG3jXJRTK1h-_JHxRHdly1AY60

Na página, há dicas de filmes, livros, depoimentos, histórias sobre racismo na universidade e em outras situações.

"O propósito da página é servir como um amigo, falar o que é velado à grande massa de colegas brancos que não entendem como o aluno negro se sente . “Todas as pessoas negras sabem de todos os problemas que eu tenho. Não da forma como eu percebo, mas a gente sabe”, conta V. Ela descreve um efeito que caracteriza como “olhar negro”. “Eu vejo um preto e…”. Ela abre um sorriso tímido, “…e só abro um sorrisinho pra ele saber que eu estou lá, sabe. Mesmo que a gente não se conheça. Eu sei que na tua sala de 60 alunos de cálculo, tu provavelmente é o único negro”. 

(Trecho da reportagem publicada no jornal Sul 21 que pode ser lida na íntegra aqui: http://www.sul21.com.br/jornal/cara-ufrgs-branca-o-meio-academico-e-o-que-mais-tem-que-ouvir-umas-coisas/ )






segunda-feira, 19 de junho de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Lições da História Recente da Argentina

Na ex- ESMA, centro clandestino de detenção e tortura em Buenos Aries, um exemplo de como é importante lembrar, para não permitir que os crimes daqueles tempos (e de hoje) permaneçam impunes e se repitam. No vídeo, a história de Lelia Bicocca. Desaparecida.




O Museu Sitio de Memoria ESMA, em Buenos Aires,  Argentina, organizou uma visita aberta em 25 de maio de 2017 para lembrar a história de Lelia Bicocca, que foi sequestrada em 31 de maio de 1977 e levada para o Campo de Maio. Lelia é uma das   "detentas-desaparecidas" vítimas da ditadura argentina. Ela tinha então 44 anos. Era catequista e militava no PRT-ERP. Em outubro de 1977, foi vista na Escola de Mecânica Armada (ESMA). Sob a luz da precária sala hoje chamada de "Capucha", Lelia desenhou uma história que denominou "Il Capuchino". Deu o desenho a Beatriz Luna,  também sequestrada no centro clandestino, que conseguiu sair em liberdade.

Seu companheiro, Ricardo Camuñas -  detido e liberado pelo Grupo de Tarefas da ESMA - conservou os desenhos e em 2014 os apresentou ao Julgamento Oral da ESMA. No dia 25 de maio de 2017, os desenhos foram doados ao Museu da ex-ESMA. Participaram da cerimônia a humorista gráfica e escritora Maitena, Ricardo Camuñas, sobrevivente, e Marta Dillon, escritora e jornalista, além de parentes de Lelia. Este vídeo mostra o momento inicial da visita, na frente do Museu, quando foi apresentado um vídeo com a história de Lelia.

O Museu da ex-ESMA tem fotos, documentos, áudios e reconstitui  os espaços onde funcionou o centro clandestino de detenção, tortura e extermínio de pessoas que lutaram contra a ditadura argentina. No último sábado de cada mês, há visitas guiadas com convidados especiais.  O golpe de 24 de março de 1976 na Argentina deixou um saldo de 30 mil pessoas detidas e desaparecidas pelo Terrorismo de Estado.

O Museu está aberto ao público de terças a domingos, das 10h às 17h. Entrada gratuita. Fica na Av. Libertador, 8151.

Para saber mais sobre o Museu, clique AQUIhttp://www.espaciomemoria.ar/