sábado, 16 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: comunicação e periferia

NOTÍCIA TEM CEP, RAÇA, GÊNERO, CLASSE SOCIAL??


A Rede de Jornalistas da Periferia organizou em São Paulo no dia 16 de setembro a Virada Comunicação 2017, um evento para debater e propor novas abordagens para o jornalismo a partir do ponto de vista dos comunicadores e dos moradores das regiões mais distantes dos centros das grandes cidades brasileiras.

“A Virada Comunicação parte de um questionamento: notícia tem CEP, raça, gênero, classe social?”, disse Ronaldo Matos, membro da Rede, ao Centro Knight. Matos é parte do coletivo Desenrola e Não me Enrola, um dos 13 grupos da Rede de Jornalistas da Periferia, formada por comunicadores de regiões frequentemente negligenciadas pelo poder público e pela cobertura da grande imprensa.

(Fonte: https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/00-18804-rede-brasileira-de-comunicadores-realiza-evento-para-debater-jornalismo-desde-periferi)

Confira os sites de alguns integrantes da Rede de Jornalistas da Periferia:

Alma Preta: http://www.almapreta.com/
Capão News: https://www.facebook.com/CapaoNewss/
Casa no Meio do Mundo: https://www.facebook.com/casanomeiodomundo/
Desenrola e não me enrola: http://desenrolaenaomenrola.com.br/
DiCampana Foto Coletivo: https://www.facebook.com/dicampanafotocoletivo/
DoLadoDeCá: http://doladodeca.com.br/
Historiorama: https://www.facebook.com/ahistoriorama/
Imargem: http://imargem.art.br/
Mural - Agência de Jornalismo das Periferias: https://agenciamural.com.br/
Periferia em Movimento: http://periferiaemmovimento.com.br/
Periferia Invisível: http://www.periferiainvisivel.com.br/
TV Grajaú: https://www.facebook.com/TV-Graja%C3%BA-675004972538571/
Nós, Mulheres da Periferia: http://nosmulheresdaperiferia.com.br/




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Quem são os donos da mídia?




O Programa The Listening Post da rede de tv Al Jazeera abordou o monopólio da mídia brasileira e as consequências desse acumulo de poder econômico e midiático para a política e a sociedade brasileira.

O programa mostra os dois anos de uma turbulência política que revelou uma profunda corrupção no país que de forma oportunista conta com o poder da mídia brasileira.

Midia Ninja, em pareceria com o Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, colaborou com The Listening Post, o programa de Al Jazeera em inglês, para criar uma versão legendada em português do seu episódio especial sobre a mídia brasileira.

A versão original em inglês está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=PAVBB8DM8ME


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Eu+1

"Precisamos reaprender a contar a nossa história. 


Quem vai zelar por nossas histórias?"


Neste vídeo, as várias histórias da Clínica de Cuidado, que fez um trabalho precioso de recuperação de histórias dos ribeirinhos do Xingu atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte.


Assistir ao vídeo é um exercício de escuta e de pensar.





Leitura Crítica da Mídia: onde se informar?

Tenho ouvido várias pessoas dizerem que não aguentam mais ouvir notícias ruins, e que estão deixando de ler jornais e revistas ou assistir à televisão. E, ao mesmo tempo, outras me perguntam onde e como se informar pelas redes sociais.

Seguem algumas dicas de sites e colunistas que têm permitido pensar mais a fundo sobre o que está acontecendo. E é possível acessá-los via rede social!  Ao curtir a página no Facebook, e seguir o site, são enviadas diariamente as atualizações via Facebook.

Lembrando: Facebook pode ser um espaço muito importante de informação, conteúdo, trocas de experiências e contatos para a vida real.


Seguem algumas sugestões:

Agência Pública: http://apublica.org/

Ponte Jornalismohttps://ponte.org/

De Olho nos Ruralistas - Observatório do Agronegócio no Brasilhttps://deolhonosruralistas.com.br/

Observatório de Favelas: http://www.observatoriodefavelas.org.br/

The Intercept Brasil: https://theintercept.com/brasil/

El País Brasilhttps://brasil.elpais.com/

Sul 21https://www.sul21.com.br/

Diário do Centro do Mundohttp://www.diariodocentrodomundo.com.br/

GGN Luís Nassif Onlinehttp://jornalggn.com.br/luisnassif

Repórter Brasilhttp://reporterbrasil.org.br/

Eliane Brum - Desacontecimentos: http://desacontecimentos.com/


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Leitura Crítica da Mídia: de negros e negras para tod@s

Como se sente quem sofre racismo e preconceito? 


Primeiro, veio o seriado Cara Gente Branca (Dear White People), da Netflix, cuja primeira temporada está disponível aqui: https://www.netflix.com/br/title/80095698



Sinopse: alun@s negr@s de uma conceituada universidade norte-americana enfrentam desrespeito e a política evasiva da escola, que está longe de ser "pós-racial".

Estrelando: Logan Browning, Brandon P. Bell, DeRon Horton
Criação: Justin Simien


Pegando carona na ideia do seriado, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) criou uma página no Facebook chamada Cara UFRGS Branca, que pode ser acessada aqui: https://www.facebook.com/caraufrgsbranca/?hc_ref=ARSrUCXR386rqsu3rjps33V30rHJf_1EDqA28fjf3oG3jXJRTK1h-_JHxRHdly1AY60

Na página, há dicas de filmes, livros, depoimentos, histórias sobre racismo na universidade e em outras situações.

"O propósito da página é servir como um amigo, falar o que é velado à grande massa de colegas brancos que não entendem como o aluno negro se sente . “Todas as pessoas negras sabem de todos os problemas que eu tenho. Não da forma como eu percebo, mas a gente sabe”, conta V. Ela descreve um efeito que caracteriza como “olhar negro”. “Eu vejo um preto e…”. Ela abre um sorriso tímido, “…e só abro um sorrisinho pra ele saber que eu estou lá, sabe. Mesmo que a gente não se conheça. Eu sei que na tua sala de 60 alunos de cálculo, tu provavelmente é o único negro”. 

(Trecho da reportagem publicada no jornal Sul 21 que pode ser lida na íntegra aqui: http://www.sul21.com.br/jornal/cara-ufrgs-branca-o-meio-academico-e-o-que-mais-tem-que-ouvir-umas-coisas/ )






segunda-feira, 19 de junho de 2017

Leitura Crítica da Mídia: Lições da História Recente da Argentina

Na ex- ESMA, centro clandestino de detenção e tortura em Buenos Aries, um exemplo de como é importante lembrar, para não permitir que os crimes daqueles tempos (e de hoje) permaneçam impunes e se repitam. No vídeo, a história de Lelia Bicocca. Desaparecida.




O Museu Sitio de Memoria ESMA, em Buenos Aires,  Argentina, organizou uma visita aberta em 25 de maio de 2017 para lembrar a história de Lelia Bicocca, que foi sequestrada em 31 de maio de 1977 e levada para o Campo de Maio. Lelia é uma das   "detentas-desaparecidas" vítimas da ditadura argentina. Ela tinha então 44 anos. Era catequista e militava no PRT-ERP. Em outubro de 1977, foi vista na Escola de Mecânica Armada (ESMA). Sob a luz da precária sala hoje chamada de "Capucha", Lelia desenhou uma história que denominou "Il Capuchino". Deu o desenho a Beatriz Luna,  também sequestrada no centro clandestino, que conseguiu sair em liberdade.

Seu companheiro, Ricardo Camuñas -  detido e liberado pelo Grupo de Tarefas da ESMA - conservou os desenhos e em 2014 os apresentou ao Julgamento Oral da ESMA. No dia 25 de maio de 2017, os desenhos foram doados ao Museu da ex-ESMA. Participaram da cerimônia a humorista gráfica e escritora Maitena, Ricardo Camuñas, sobrevivente, e Marta Dillon, escritora e jornalista, além de parentes de Lelia. Este vídeo mostra o momento inicial da visita, na frente do Museu, quando foi apresentado um vídeo com a história de Lelia.

O Museu da ex-ESMA tem fotos, documentos, áudios e reconstitui  os espaços onde funcionou o centro clandestino de detenção, tortura e extermínio de pessoas que lutaram contra a ditadura argentina. No último sábado de cada mês, há visitas guiadas com convidados especiais.  O golpe de 24 de março de 1976 na Argentina deixou um saldo de 30 mil pessoas detidas e desaparecidas pelo Terrorismo de Estado.

O Museu está aberto ao público de terças a domingos, das 10h às 17h. Entrada gratuita. Fica na Av. Libertador, 8151.

Para saber mais sobre o Museu, clique AQUIhttp://www.espaciomemoria.ar/











sábado, 13 de maio de 2017

Leitura Crítica da Mídia: violência contra meninas e mulheres

Quando a mídia é cúmplice


Nos primeiros dias de abril de 2017, na televisão que está sempre ligada em um restaurante, uma apresentadora falava sobre o assédio sexual sofrido pela figurinista Susllen Tonani por parte do ator José Mayer, da TV Globo. Inquieto, um dos frequentadores que assistia reclamou com o amigo: “De novo? Que exagero, nem foi tão grave!”. 

Na mesma semana, enquanto a TV Globo emitia uma nota pública afirmando que “repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito” em relação ao caso de Mayer, no programa Big Brother Brasil (BBB), transmitido pela mesma emissora, o participante Marcos Harter intimidou Emily Araújo, sua então “namorada”, contra uma parede, dedo em riste, após apertar seu braço. Foi expulso do programa, depois que a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, interveio para apurar o que a delegada Márcia Noeli identificou como “um caso clássico de violência doméstica transmitida em rede nacional”. Ao comentar sobre o programa na escola, um adolescente de 16 anos retrucou: “Ele nem bateu nela!”

Ainda naquela semana, o cantor Victor Chaves, da dupla Victor e Leo, foi indiciado por agressão contra sua esposa. Chaves foi flagrado por uma câmera interna em um elevador, agredindo Poliana Bagatini, fato que tinha negado antes. Diante da denúncia, foi afastado do júri do programa The Voice Kids, competição entre crianças cantantes transmitida pela TV Globo, que encerrou aquela edição, ironicamente, com jurados e jovens cantando o refrão “Inútil, a gente somos inútil” em tom festivo.




(assista  à cena em http://gshow.globo.com/realities/the-voice-kids/videos/t/para-assinantes/v/the-voice-kids-programa-do-dia-020417-na-integra/5771729/ clicando em 01:18:14)


"Inútil" parece ser a capacidade de entender que estas situações são, sim, exemplos de violência, que é preciso falar sobre isso, ao contrário do que dizem o estudante e o homem acima descritos, e que a mídia - e aí se incluem também outras emissoras além da Rede Globo - ajudam a propagá-la. “É uma construção histórica. Há anos o corpo feminino é objetificado em propagandas e programas de entretenimento”, avalia a jornalista Iara Moura, integrante do Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social e do Conselho Nacional de Direitos Humanos. “Isso acontece até no jornalismo”, constata. Dificilmente fontes de reportagens de economia são mulheres. Ou, quando há interesses econômicos e políticos, como é o caso da Reforma da Previdência, as questões das mulheres têm menos destaque. 

Iara não tem dúvida de que a expulsão do agressor no programa BBB foi uma resposta aos protestos de movimentos feministas, resultado, por sua vez, de anos de luta. “Mas foi atrasada, porque esperou chegar à violência física, e só foi interrompida pela intervenção da delegacia da mulher. Em 2012, houve um estupro presumido de uma participante do BBB que estava bêbada e na época a emissora foi omissa”, lembra. Esse fato é prejudicial do ponto de vista educativo, porque leva crer que a violência contra a mulher só se resume à agressão física, quando a Lei Maria da Penha prevê violência psicológica, sexual, moral e patrimonial. “Numa sociedade em que uma mulher é agredida a cada cinco minutos, aproveitar-se de uma situação de violência para acumular índices de audiência até o ponto em que uma agressão física chega a ser praticada de fato é, para nós, mais que omissão. É cumplicidade”, diz a Nota Pública divulgada pela Rede Mulher e Mídia da qual o Intervozes faz parte.

 “A gente cobra do Ministério Público Federal que tome medidas para responsabilizar a emissora, que é uma concessão pública”, informa Iara. E acrescenta: a sociedade pode e deve fazer esse controle social, que não é censura. “Na França, assim como nos Estados Unidos, há órgãos de controle com participação social. O órgão federal francês, por exemplo, ouviu a população em audiências públicas e elaborou recomendações para coibir situações de violência em “reality shows” como o BBB porque entende que esses programas interferem na formação cultural e de identidade das pessoas”, relata.  

COMO DENUNCIAR:
Mídia sem violações de direitos: http://www.midiasemviolacoes.com.br/ 

O projeto iniciou com denúncias de violações de direitos humanos praticadas em programas policialescos de TV. Conheça casos frequentes e saiba como denunciar.