segunda-feira, 16 de junho de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Obsolescência Programada (vídeo)



Documentário realizado por Cosima Dannozitzer e co-produzido pela Televisão Espanhola. Rodado na Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e Gana. 

O filme mostra a história de uma prática empresarial que consiste na redução deliberada da vida de um produto para incrementar seu consumo porque, como já publicava nos anos 20 uma revista de publicidade norte-americana, "um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios". 

Leitura Crítica da Mídia: Futebol S.A. e outras reportagens-denúncias sobre FUTEBOL

Em ano de Copa do Mundo, reportagens publicadas em 2014 mostram o que há por trás dos contratos milionários de futebol.

Série escrita pelo jornalista Flávio Ilha, publicada no jornal Extra Classe (do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul - SINPRO/RS):





Reportagens do jornalista britânico Andrew Jennings, reproduzidas pela Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo Pública, denunciam corrupção, fraudes e suborno no futebol internacional:





Confira outras reportagens/denúncias do jornalista Andrew Jennings em seu site: Transparency in Sport




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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Professor carioca cria projeto multidisciplinar contra preconceito racial

QUAL É A GRAÇA? Perguntou este professor...

Luiz Henrique Rosa, professor de biologia da Escola Municipal Herbert Moses, no Jardim América, Zona Norte do Rio, desenvolveu um projeto contra o preconceito racial. O trabalho começou quando ele sentiu a agressividade dos alunos na sala de aula. Pediu que colassem no papel os apelidos ouvidos na escola e obteve mais de 400 nomes. Pelo menos 360 continham conteúdo racista, como “macaco”, “galinha de macumba” e “asfalto”.


Confira o projeto do professor neste vídeo: 

Leitura Crítica da Mídia: TED Ideas worth spreading (ideias que valem a pena ser difundidas)

TED is a nonprofit devoted to spreading ideas, usually in the form of short, powerful talks (18 minutes or less). TED began in 1984 as a conference where Technology, Entertainment and Design converged, and today covers almost all topics — from science to business to global issues — in more than 100 languages. Meanwhile, independently run TEDx events help share ideas in communities around the world.

O TED é uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo difundir ideias, em conversas de não mais que 18 minutos de duração. Começou em 1984, como uma conferência sobre Tecnologia, Entretenimento e Design (daí o título TED) e hoje aborda quase todos os tópicos, de ciência a negócios, incluindo temas globais, em mais de 100 línguas. Ao mesmo tempo, outros eventos TED ajudam a compartilhar ideias em comunidades de todo o mundo.

Em geral, os vídeos permitem que se coloque legendas (bastando acionar um mecanismo presente no Youtube).

Um exemplo recente: Mellody Hobson, presidente de uma empresa de investimentos norte-americana, fala sobre racismo e a importância de se discutir o tema, sem disfarces ou constrangimentos. 


sexta-feira, 28 de março de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Geledés Instituto da Mulher Negra e o racismo no Brasil

O Geledés - Instituto da Mulher Negra  foi criado em 30 de abril de 1988. É uma organização da sociedade civil que se posiciona em defesa de mulheres e negros por entender que esses dois segmentos sociais padecem de desvantagens e discriminações no acesso às oportunidades sociais em função do racismo e do sexismo vigentes na sociedade brasileira. O site reproduz reportagens ligadas ao tema. 




Curta o Geledés no Facebook:

quarta-feira, 26 de março de 2014

Uma foto não é só uma foto, não é só uma foto...

Bairro Cidade Baixa, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
(março de 2014)



Crédito: Clarinha Glock 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Bandido bom é bandido morto? Quem é bandido? Rótulos, estereótipos e preconceitos

Um vídeo e um texto para reflexão:











09 de dezembro de 2013
Marcos Rolim

Extraído do Jornal Extra Classe, Sinpro, dez. 2013


Os irmãos Ori e Rom Brafman são autores de alguns trabalhos muito interessantes a respeito do comportamento humano. Em seu livro “A Força do Absurdo” (Objetiva, 228 pág.) eles examinam as razões pelas quais as pessoas tomam decisões irracionais no seu dia a dia. Um dos temas abordados no livro é a rotulação.


Os autores descrevem uma pesquisa realizada em Israel com um grupo de 105 soldados em treinamento. A dedicação exigida daqueles militares era muito alta e o processo duraria 15 semanas. Os que fossem bem sucedidos poderiam assumir posições mais elevadas. Os responsáveis pelo treinamento foram, então, informados que todos os soldados haviam passado por uma bateria de testes psicológicos e exames prévios que permitiram classificá-los em três tipos: os com potencial de comando “elevado”, com potencial “regular” e com potencial “desconhecido”. Os oficiais que receberam estas informações, assim como os próprios soldados, não sabiam que elas eram completamente falsas. Os conceitos haviam sido atribuídos aos soldados aleatoriamente e os testes que eles haviam feito não tinham sentido algum.  Ocorreu que, após as 15 semanas de treinamento, os soldados foram submetidos a um teste de capacidade para funções de comando. Este teste era verdadeiro e incluía questões essenciais sobre os conteúdos do curso. Os resultados demonstraram que os soldados que haviam sido apontados antes como os de “elevado potencial de comando” tiveram uma pontuação média de 79,98; os que haviam sido apontados como de “potencial regular” alcançaram a média de 65,18 e os apontados como de potencial “desconhecido” tiveram a média de 72,43. Sem que se dessem conta, os soldados adquiriram as características que a classificação anterior lhes atribuía.


Nos círculos psicológicos, este fenômeno é conhecido como “Efeito Pigmalião”, quando lidamos com características positivas, e “Efeito Golen”, quando estamos diante de uma atribuição de sentido estigmatizador.  Ao classificar ou diagnosticar as pessoas, atribuímos a ela uma nova identidade – um rótulo – que fará com que os demais a vejam de outra maneira. Os próprios rotulados tendem a se conceber a partir daquelas características, o que termina por conduzi-los a comportamentos que confirmam e reforçam a rotulação.


O sociólogo norte-americano Robert K. Merton examinou um fenômeno semelhante – mas de efeitos sociais mais amplos: as profecias que se autocumprem (self-fulfilling prophecy), definindo-o como:


A profecia autorrealizável é, no início, uma definição falsa da situação, que suscita um novo comportamento e assim faz com que a concepção originalmente falsa se torne verdadeira. Esta especial validade da profecia que se autocumpre perpetua o reinado do erro. O profeta irá se referir ao curso dos eventos como prova de que ele estava com a razão desde o início.


Em um dos seus exemplos, ele afirma: “quando Roxanna acredita equivocadamente que seu casamento irá fracassar, o próprio medo de que tal fracasso ocorra poderá realmente conduzir o casamento ao fracasso”.


O que os rótulos e as profecias que se autocumprem indicam é que, quando nos manifestamos a respeito das pessoas, impregnamos o mundo com significações – positivas ou negativas – que adquirem vida própria e passam a conformar situações que tendem a confirmar tais conteúdos. Rotular alguém pode ser, por isso, uma forma de condenação especialmente cruel.


O tema é especialmente importante para se compreender a lógica excludente dos estigmas. Ele está presente, por exemplo, na forma como nos referimos às pessoas que são acusadas ou mesmo condenadas criminalmente. Suspeitos e condenados já aparecem como tradução de um mesmo processo pelo qual as pessoas são vistas como “estragadas”. Mesmo após ter cumprido sua pena e nada mais dever à sociedade, aquele que esteve preso será chamado com frequência de “bandido” ou identificado pelo crime que cometeu. A pessoa, efetivamente, desaparece neste processo e o que resta é a nova identidade, exatamente aquela que a reduz ao passado – e, não raro, à circunstância de um único erro - e que lhe impedirá de alcançar oportunidades e reconhecimento, por maiores que sejam seus esforços e méritos. Não por acaso, uma das abordagens modernas na criminologia – a chamada “Teoria da Rotulação” (Labelling Theory) - tem chamado a atenção para o papel criminogênico dos rótulos.


Algo assim também pode ocorrer na relação com os alunos, sempre que eles forem classificados a partir de expressões que atuam como sentenças.  “incapazes”, “preguiçosos”, “burros” são algumas destas palavras que ainda são empregadas por educadores em muitas escolas sem que eles se dêem conta de que elas funcionam como maldições.