segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Leitura Crítica da Mídia: filmes que discutem racismo na educação

O Centro de Referências em Educação Integral é uma iniciativa de organizações governamentais e não governamentais para promover a pesquisa, o desenvolvimento, aprimoramento e difusão gratuita de referências que contribuam para a gestão de políticas públicas de Educação Integral no país. Por meio desta plataforma virtual são produzidos e divulgados  materiais de formação, experiências realizadas e notícias sobre o tema e pela organização de workshops e seminários formativos, as organizações uniram seus esforços individuais em um projeto coletivo para apoiar os interessados em fortalecer a agenda de Educação Integral no país, buscando superar o paradigma da Escola em Tempo Integral para um novo conceito sustentado pela articulação de diferentes tempos, espaços e agentes educativos.

As sugestões a seguir foram retiradas do site do Centro de Referências em Educação Integral

13 filmes que discutem racismo na educação

Consciência Negra. Dia em que se relembra a morte de Zumbi dos Palmares, líder de um quilombo,  que lutou incessantemente pela libertação de escravos e por uma sociedade digna. Na perspectiva de discutir como ainda hoje o racismo está presente e como a luta do movimento negro permanece necessária na sociedade brasileira, o Centro de Referências escolheu 13 filmes que tratam da temática no ambiente escolar ou na educação de forma geral. São histórias presentes que nos auxiliam a desvendar a origem dos preconceitos e dar mais passos para que o país como um todo possa vencê-los.
1. Escritores da Liberdade, Richard LaGravenese – EUA/ 2007/Comédia Dramática



Uma nova professora chega a escola tentando mostrar aos estudantes que aquilo que trazem de casa os das ruas faz sentido também dentro da sala de aula. Problemáticas como racismo, desigualdade social e exclusão social dão o mote do filme. Baseado em fatos reais, o longa mostra como a professora Erin Grunwell transformou a relação de aprendizagem  em uma escola dividida por tribos. Escola marcada pela resistência dos estudantes em lidar com as diferenças, é por meio da professora que a discussão de cor/raça é trazida para as atividades, que incluem escrever sobre a história de vida de cada um.
2. Vista a minha pele, Joel Zito Araújo & Dandara - BRA/2004/ Comédia
 O vídeo ficcional-educativo traz em menos de 30 minutos uma paródia sobre como o racismo e o preconceito ainda são encontrados nas salas de aula do Brasil. Invertendo a ordem da história, o vídeo utiliza a ironia para trabalhar o assunto de forma educativa. Nele, negros aparecem como classe dominante e brancos como escravizados e a mídia só apresenta modelos negros como exemplo de beleza.
3. Cultura Negra – Resistência e identidade, Ricardo Malta – BRA/2009 /Documentário
O documentário, produzido pela da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), organizações sociais que combatem a intolerância religiosa e buscam por maior visibilidade da cultura negra. Um dos objetivos do vídeo é contribuir com o debate entorno da Lei nº10639/03, que torna obrigatório a inclusão do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e inclusão, no calendário escolar, do dia 20 de novembro como “Dia da Consciência Negra”.
4. Olhos azuis, Jane Elliot- 1968/EUA/Documentário



O documentário mostra como foi o trabalho desenvolvido pela educadora norte-americana Jane Elliot, que realizou atividades de conscientização tanto com crianças quanto com adultos brancos, em 1968. O vídeo mostra o processo de conscientização realizado durante as oficinas, no qual os brancos poderiam sentir a discriminação sofrida por negros.
5. Ao mestre com carinho, James Clavell, 1967/ EUA
Um engenheiro desempregado começa a lecionar em uma escola pública da periferia de Londres, formada por estudantes rebeldes e também racistas. Aos poucos, ganha a confiança, amizade e respeito dos alunos.
6. Mãos talentosas, Thomas Carter-2009/EUA/Drama
O filme conta a história de um menino pobre do Detroit. Desmotivado por tirar baixas notas na escola, era motivo de bullying de forma frequente. Incentivado a estudar pela mãe, que voltou a estudar já adulta, Ben Carson torna-se diretor do Centro de Neurologia Pediátrica do Hospital Universitário Johns Hopkins aos 33 anos, em Baltimore, EUA.
7. Encontrando Forrester, Gus Van Sant – 2000/ EUA
O filme trata sobre a história  de Jamal, um adolescente do Bronx que vai estudar em uma escola de elite de Manhattan (EUA).  Mas continua sofrendo discriminação e preconceito por conta de sua cor. Com a ida, conhece o talentoso escritor William Forrester , que percebe seu talento para a escrita e o incentiva a prosseguir nessa área.
8. Mentes Perigosas, John N. Smith -1995/EUA/ Drama
A professora Louanne Johnsonganhar dinheiro com artesanato entra em uma escola da periferia norte-americana e é hostilizada pelos alunos. Percebendo que seu método de ensino não está funcionando Louanne passa a se envolver mais com a diversidade cultural de seus estudantes e, assim, percebe melhor as dificuldades que passam.
9. Entre os muros da escola, Laurent Cantet – 2008/ França/ Drama
François Marin  atua como professor de língua francesa em uma escola de ensino médio, na periferia de Paris, composta por estudantes de diversos países da África, do Oriente Médio e da Ásia. Ele e seus colegas docentes tentam buscar diversas ações para ensinar os estudantes, mas ainda assim encontram dificuldades, dada as condições socioeconômicas em volta da unidade escolar.
10. Separados mas iguais, George Stevens Jr – 1991/ EUA/ Drama
Baseado em fatos reais, “Separados, mas iguais” narra a disputa entre pais de alunos negros  e juízes do Condado de Claredon, na Carolina do Sul, no início dos anos 50. Na época, as escolas separavam os alunos brancos, que claramente tinham acesso à educação de maior qualidade acesso à verba para manter a estrutura das escolas.Um diretor da escola , tem o pedido de um ônibus escolar negado, com o apoio do pai de um de seus alunos, entra com processo contra o estado, alegando a inconstitucionalidade do país ao promover escolas diferenciadas para negros e brancos.
11. Sarafina – o som da liberdade, Darrell Roodt – 1992/África do Sul/Musical
Com Whoopi Goldberg no papel principal, o filme conta a história de uma professora sul-africana que não aceita ver seus estudantes se sentindo diminuídos. Em um processo educativo permanente, ela ensina seus alunos negros a lutarem por seus direitos e compreenderem a sociedade em que vivem, não esquecendo que podem diariamente transformá-la.
12. Preciosa, Lee Daniels – 2009/EUA/ Drama
O filme conta a trajetória de Claireece “Preciosa” Jones, uma garota negra que sofre diversas dificuldades. Quando criança, é abusada e violentada pelos pais. Cresce pobre e passa por uma série de discriminações por ser analfabeta e acima do peso. Após muita insistência pessoal e com a ajuda de uma educadora que muito acredita na sua possibilidade de mudança, Preciosa dá a volta por cima.
13. Alguém falou de racismo, Daniel Caetano – 2002/Brasil/Drama
O filme mistura trechos documentais e ficcionais para contar a história de um professor que decide provocar seus alunos a pensarem sobre o preconceito racial e a construção da sociedade brasileira que sistematicamente segregou negros e brancos.

Leitura Crítica da Mídia: documentários e curtas de ficção sobre indígenas no Brasil



Eles já estavam no Brasil, antes do Brasil dos 500 anos, com sua língua, sua terra e suas tradições. O site Porta Curtas tem uma série de filmes curta-metragem que ajudam a entender a cultura indígena no país.

Confira em : http://portacurtas.org.br/
A página no Facebook informa sobre os últimos lançamentos: https://www.facebook.com/portacurtas

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Leitura Crítica da Mídia: "Morri na Maré", documentário sobre violência e crianças na favela do Rio de Janeiro

Morri na Maré” é um documentário sobre o impacto da violência sobre as crianças da favela Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, contado a partir da visão delas. Foi realizado por dois jornalistas franceses, Marie Naudascher e Patrick Vanier, ambos radicados no Rio.

O video faz parte do Projeto Reportagem Publica, financiado por crowdfunding. Com o suporte de 808 doadores, a Agência Pública distribuiu 12 bolsas de reportagem para investigações independentes.

Saiba mais sobre o projeto no site da Pública.




domingo, 17 de agosto de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Água engarrafada

Decisão da Anvisa de proibir venda de um lote de água engarrafada São Lourenço, pertencente à gigante Nestlé, reacende a discussão sobre o papel privado em relação à água como bem público


17/08/2014 

Fonte: Portal Fórum 

Na última sexta-feira (15), a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão de proibir a distribuição e a comercialização, em todo o território nacional, de um lote da água engarrafada São Lourenço por conta de um laudo do Instituto Adolpho Lutz (da Universidade de São Paulo), que constatou presença anormal da bactéria Pseudomonas aeruginosa, em pelo menos parte das garrafas vendidas em todo o país. Este tipo de bactéria ataca os pulmões, vitimando em especial pessoas com baixa resistência imunológica.

A notícia quase não foi destacada por boa parte da mídia, no entanto, a decisão de Anvisa reabre a discussão sobre as práticas de desmineralização da água, que a Nestlé adota em São Lourenço (MG), pois não é de hoje que a transnacional suíça se envolve em polêmicas por conta da água – e isso não é exclusividade brasileira. O estado norte-americano de Michigan, conhecido como o “estado das águas” – por conta de seus diversos lagos que fazem fronteira com o Canadá – é um dos que mais sofrem por conta da presença da Nestlé no estado.

De fato, não faz muito tempo que Peter Brabeck, presidente da Nestlé, defendeu a privatização do fornecimento da água, isso para que atentássemos ao fato de que a água sendo gratuita faz com que em várias ocasiões as pessoas não lhes deem valor e a desperdicem. Além de também defender que a água deveria fosse tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado, estabelecido pela lei de oferta e procura. Só desta maneira, aponta, empreenderíamos ações para limitar o consumo excessivo que se dá nesses momentos.

Obviamente, além do grande “bem” para a sociedade, isso também geraria enormes lucros para sua empresa: a Nestlé é a líder mundial na venda de água engarrafada - setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros. Afinal, o negócio das águas minerais engarrafadas se transformou em um dos setores mais lucrativos e de maior expansão no mundo.

Veja abaixo o vídeo (com legendas em inglês) de Brabeck afirmando que os cidadãos do mundo não possuem um direito automático a mais água do que apenas o necessário para sua “mera sobrevivência”, a não ser que eles possam pagar.





Em outro vídeo (esse com legendas em português), é contada a história por trás da indústria das águas engarrafadas, e a pergunta que fica no ar: “O que eles vão vender depois, ar?”.




sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Leitura Crítica da Mídia: A luta dos indígenas Yanomami e as ameaças a Davi Kopenawa


A HAY (Hutukara Associação Yanomami) foi fundada em 2004 por Davi Kopenawa, liderança indígena dos yanomami. A sede fica em Boa Vista, Roraima. A luta de Kopenawa pelos direitos dos povos indígenas e defesa das terras contra a invasão de garimpeiros é reconhecida internacionalmente. Em 2014, Kopenawa denunciou ter sido ameaçado de morte



Davi Kopenawa fala sobre seu livro "A Queda do Céu"



Pioneira do registro do modo de vida Yanomami, a fotógrafa Claudia Andujar conversa com o xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa sobre as origens, o presente e o futuro dos índios no Brasil durante a 12ª FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), no Rio de Janeiro, em agosto de 2014.



Apelo de Davi Kopenawa Yanomami no encerramento da 12º FLIP, em que denuncia ter recebido ameaças de morte e lembra do assassinato do ambientalista Chico Mendes. 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Leitura Crítica da Mídia: Yasuní, no Equador - reportagem multimídia sobre meio ambiente



"A capital do Equador, Quito, está a 250 quilômetros da região conhecida como Yasuní, nome de um dos rios que a atravessa. Situada no lado oeste da bacia amazônica, sua proximidade com a cordilheira dos Andes marca as florestas úmidas com uma topografia acidentada por pequenas colinas e desfiladeiros. Elas são interrompidas por riachos e pântanos que formam uma rede hídrica para o trânsito de antas, capivaras, onças e jacarés. As árvores mais altas chegam a 45 metros de altura e se sobressaem ao dossel, área alta onde galhos e folhas se sobrepõem e cuja sombra abriga pântanos e uma vasta vegetação.

Yasuní tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta, ainda longe de ser entendida pelos cientistas. É terra ancestral de grupos indígenas, alguns dos quais em isolamento voluntário. Também é moradia de um número crescente de colonos vindos de outras partes do Equador. Além disso, guarda as mais importantes reservas de petróleo do Equador. A exploração deste recurso ameaça a floresta com a construção de oleodutos e estradas. As obras incentivam a vinda de migrantes e o aumento da população leva ao desmatamento e redução do número de animais silvestres".

Leia reportagem completa no site O ECO

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Leitura Crítica da Mídia: ÍNDIO EDUCA traz vozes e imagens de indígenas do Brasil

Índio Educa nasceu em setembro de 2011 com o compromisso de levar a verdadeira história e cultura dos povos indígenas através das mais variadas formas, especialmente via internet.

O grupo conta com o apoio da ONG THYDÉWÁ, selecionada por um edital fruto da parceria entre BrazilFoundation e Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil, que veio atender ao Plano de Ação Conjunto Brasil – Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica (JAPER).  


A gestão do projeto é de indígenas de diferentes regiões do Brasil.  


Acesse o site aqui.